Um legítimo sentimento de frustração se espalhou entre as empresas do comércio da capital, ontem, depois de decisão liminar da Justiça anular os efeitos do decreto municipal que, entre outras medidas, estabelecia regras para a reabertura das lojas em geral. Reportagem nessa edição mostra que, no fim de semana, muitas empresas reforçaram estoques e protocolos sanitários, investindo a partir de um caixa já severamente comprometido pela crise.

Em resumo, a argumentação do Ministério Público, autor da ação que culminou na suspensão do decreto, apontava fragilidade técnica na decisão da prefeitura, que, ademais, deveria ter ouvido o Comitê Operativo de Emergência (COE).

Em que pese a discussão jurídica que se estabelecerá, fica posta certa escassez de fundamentos para decisões, sejam elas quais forem.

Isso porque, conforme adiantou o Giro, a Câmara de Goiânia encaminhou ofícios para saber a real situação das UTIs da capital, que, segundo gestores das redes pública e privada, caminharia para um colapso. Trata-se de uma informação básica, que deveria ser de domínio público antes da tomada de iniciativas. Sem esse dado, todo movimento parece precipitado e passível de recuos.