No meio de uma crise energética que se impõe a passos largos, uma notícia veiculada na edição de ontem causa espécie. Goiás foi o segundo Estado que menos expandiu a capacidade de geração de energia, em que pese o enorme potencial de recursos naturais para avançar, sobretudo por meios alternativos. Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), só a central geradora hidrelétrica em Mineiros, no Sudoeste do Estado, acabou entrando em operação com seus 3 megawatts (MW).

Parte da justificativa se dá pelo entrave burocrático. Há 21 projetos atrasados ou sem previsão de operação – mais da metade, ou 52,38%, são pequenas centrais capazes de atender o Sistema Interligado Nacional (SIN). Reina um consenso de que as exigências ambientais são um entrave para a expansão, uma hipótese que requer um debate muito detido de toda a sociedade.

Contudo, diante do comportamento climático que se repete ano após ano, com secas cada vez mais prolongadas, é razoável que se imagine a diversificação da matriz, como forma de dar estabilidade ao sistema. Isso, obviamente, não implica em inibir sem justificativa sólida a expansão das pequenas centrais hidrelétricas.