Paira sobre Goiás uma insegurança menos perceptível do que a provocada pela criminalidade, mas de potencial igualmente devastador. Se nada for feito em contrário, em 2035, 1 milhão de goianos viverão em regiões de insegurança hídrica. Isso vale dizer que essa multidão estará submetida à insuficiência de água em quantidade e qualidade para atender às demandas humanas e econômicas, com preservação do meio ambiente. Trata-se de um prognóstico sombrio, esse formulado pela Agência Nacional das Águas e que serve de alicerce para a reportagem nessa edição.

O mesmo estudo sugere saídas, que passam pela conclusão de projetos de grande vulto. Em Goiás, cinco intervenções são sinalizadas, com foco nos sistemas adutores de Corumbá IV, Caldas Novas, Anápolis, Águas Lindas de Goiás e Trindade.

E dá a dimensão da importância do aporte desses recursos: cada R$ 1 investido em segurança hídrica, outros R$ 14,56 poderão ser gerados em benefícios para a população brasileira, como na minimização de perdas econômicas causadas por cheias e secas. É fundamental para evitar no futuro esse cenário hoje traçado que se priorize a questão da água, tratando-a com a solenidade merecida por algo do qual depende a vida.