Conforme vão surgindo dados sobre a pandemia, mais clara fica a importância central da ciência no enfrentamento da crise sanitária. Mais de três meses após ser deflagrado o processo de vacinação, se faz sentir o impacto nas internações pela doença.

As hospitalizações de idosos de faixas etárias mais elevadas, imunizadas primeiro, vêm desacelerando em todo o Brasil.

O efeito é mais visível entre os pacientes com mais de 90 anos. As hospitalizações nesse grupo registraram números estáveis até o início de abril, enquanto em outras faixas etárias havia disparada, com pico em meados de março, seguida de uma queda recente. Também se observa uma perda de velocidade nas internações semanais dos idosos de 81 a 90 anos, apesar de esses ainda terem vivido um crescimento considerável quando passaram pela nova onda do vírus, no mês passado.

Ampliando o olhar para o mundo, vê-se a Índia como novo epicentro da pandemia. A exemplo de Brasil, México e Estados Unidos (até dezembro), o gigante asiático empilha mortos evitáveis por estar sob governo que minimiza a gravidade da situação.

Mas o caminho de saída está posto pelos números, a todos que se dispuseram a examiná-los sem miopias ideológicas.