Um dado veio à tona enquanto o governo federal verifica a possibilidade de estender por mais três meses o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia.

Ontem, inclusive, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, divulgou em seu Twitter prorrogação com redução gradual dos valores, mas posteriormente apagou a postagem. O dado: 21.282 servidores públicos em Goiás receberam o aporte social de R$ 600, mesmo gozando de renda e, em certos casos, de estabilidade.

A distorção ganhou contornos ontem, quando o Tribunal de Contas do Estado e Controladoria Geral da União fecharam a lista relativa a maio, computando também servidores do Legislativo e Judiciário. Ao todo, R$ 27,5 milhões do dinheiro do contribuinte se destinaram a quem, pela regra, está excluído do programa por ter emprego formal ativo.

O Ministério da Cidadania abriu um canal para a devolução dos recursos indevidos, mas é forçoso apurar eventuais crimes de falsidade ideológica e estelionato, bem como infrações disciplinares. Aos órgãos de controle, roga-se que sigam com o rigor na busca de fraudes que, nesse momento, assumem um caráter ainda mais nefasto.