Estudo da Fundação Getúlio Vargas, abordado em reportagem na última página desta edição, aponta que a desigualdade também tem efeitos sociais na pandemia. Durante o período, a taxa de desemprego entre a metade mais pobre dos brasileiros saltou 10 pontos porcentuais.

Foi de 26,55% para 35,98%. Para efeito comparativo, entre os 10% mais ricos, a alta percebida pela pesquisa foi de 2,6% para 2,87%.

O recorte de tempo da pesquisa analisou dados do último trimestre de 2019, antes do surgimento do vírus no País, com os do segundo trimestre de 2021.

No início do ano, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, estudo da ONG Oxfam apontava que os mais pobres levarão 14 anos para repor as perdas com a pandemia - ao passo que os mais economicamente privilegiados estavam se recompondo nove meses depois da eclosão da crise sanitária.

O vírus, como se vê, também ataca com violência o tecido social das nações.

Tudo isso demonstra a importância de se ter serenidade na liderança exercida pelos homens públicos. Cabe a eles mirar os problemas mais urgentes, e buscar soluções - em vez de desperdiçar as energias da nação em polêmicas colossalmente vazias.