Em artigo publicado em O POPULAR há pouco mais de um ano, a professora Erika Cristine Kneib, da Universidade Federal de Goiás, defendeu que uma mudança positiva e consistente no transporte coletivo passa pela observação de três pilares: infraestrutura, financiamento e gestão. O aparente desequilíbrio no enfrentamento dessas frentes justifica a reação popular ao reajuste da tarifa de ônibus da Região Metropolitana de Goiânia, com validade ainda para este ano e sinalizado ontem.

A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) aprovou os cálculos da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e deferiu a alta de 7,5%, para R$ 4,30.

A deliberação definitiva ainda carece de nova reunião, mas a mera indicação já foi suficiente para que os usuários lembrassem da qualidade sempre questionada do serviço.

Porém, como observa Kneib, o passageiro arca sozinho com os custos, inclusive das gratuidades e outras demandas. Cria-se então um problema de financiamento que requer gestão. Tudo se interliga e é preciso, pois, encarar um debate que, se quiser transformar a realidade, não deve se restringir ao valor total da tarifa.