Aos poucos, até pelo desejo de aposentadoria manifestado pelo prefeito Iris Rezende, a eleição em Goiânia toma corpo. Os partidos se movimentam, ao sabor do calendário eleitoral, firmando diretrizes em convenção.

Conforme as forças políticas se acomodam, surgem propostas para encarar os desafios que uma cidade do porte da capital oferece aos seus gestores. Observar atentamente a qualidade da resposta sugerida pelos candidatos para esses desafios é uma forma responsável de se decidir o voto.

Ainda que o país esteja imerso numa batalha ideológica inócua, posta muito mais para justificar inércias do que para realizar transformações, as eleições municipais precisam lidar numa dimensão mais concreta.

A proposta para a solução de problemas reais e palpáveis, como mobilidade urbana, iluminação pública e saneamento, são mais relevantes do que a postura do candidato sobre temas polêmicos.

Em resumo, a eleição municipal, se bem aproveitada, deve sair do caráter abstrato da pauta moral e mergulhar fundo nos desafios, que não são poucos.

Quem se deixar levar pelo discurso raso dos pleitos mais recentes no Brasil, vai desperdiçar uma enorme oportunidade de efetivamente mudar para melhor a realidade do lugar onde vive.