Até estamos em período eleitoral, mas, a rigor, desde a instalação da polarização ideológica, o Brasil parece imerso numa campanha eleitoral sem fim.

As decisões dos homens públicos de todos matizes sempre parecem subordinadas aos interesses do pleito mais próximo, o que traz toda a sorte de inconvenientes à sociedade.

Há uma perda, por exemplo, da visão de longo prazo, porque qualquer projeto eleitoral incapaz de trazer um dividendo eleitoral com urgência deixa de ser prioridade. E assim vamos adiando questões importantes.

Agora, o que surge de novo no horizonte é o risco também sanitário advindo desse clima de eleição permanente.

A própria questão da aglomeração passou a ter conotação diferente dependendo do promotor do evento, como se a ciência tivesse alguma coloração ideológica ou partidária na hora de estabelecer seus parâmetros.

Ainda ontem, a presidência da República e o governo de São Paulo travaram nova disputa política, tendo como pano de fundo da eficácia da vacina feita em parceria com a China. Não vem ao caso aqui entrar no mérito dessa questão.

Vale apenas lamentar que o clima político impeça o País de enxergar a realidade com um mínimo de lucidez.