Obras de infraestrutura em estradas federais concedidas à iniciativa privada, que explora os pedágios, tiveram desempenho pior do que as realizadas em estradas geridas pelo Estado, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgada há pouco menos de um mês. As concessões se referem a contratos firmados entre 1994 e 2015, a maioria deles ainda vigentes.

O levantamento também concluiu que o preço do pedágio é alto em relação ao serviço, principalmente nos contratos assinados entre 1994 e 1998.

O TCU analisou 22 contratos assinados pelo Programa de Concessões Rodoviárias Federais, num total de 9.968,6 quilômetros. A conclusão é que o programa não segue boas práticas de gestão e que os dados não comprovam vantagens do modelo de privatização. Parte do efeito dessa realidade captada pelo TCU foi noticiada na edição de ontem. O preço do pedágio vai cair nas estradas goianas, mas por absoluta falta de cumprimento das benfeitorias acordadas em contrato.

Antes que o debate sobre privatizações recaia ao campo ideológico, é fundamental identificar fontes de financiamento para as obras pendentes, sem as quais o benefício para a sociedade fica incompleto.