Reportagem nessa edição traz um alerta que não pode ser ignorado.
O desaparecimento de um homem de 35 anos nas águas do Rio Araguaia mobiliza o Corpo de Bombeiros em Aruanã. Configura também uma situação longe de ser rara: ano passado, o maior rio do Estado somou 12 registros de iminência de afogamento, situação de extremo risco, mas quando a vítima não morre.

Tragédias dessa natureza ocorrem de forma acidental, geralmente em situações de lazer, quando poucos cogitam a possibilidade de uma perda.

São situações que remetem ao acaso, mas que, ao rigor, são passíveis de medidas preventivas e de fácil adoção, desde que planejadas. Pesquisa encomendada pelo The New England Journal of Medicine estima que 85% dos afogamentos no mundo poderiam ser evitados através da supervisão. Vale para crianças, mas também aos adultos. O uso de salva-vidas, por exemplo, é fortemente recomendado para banhos em rios, represas e lagos.

As forças públicas, em especial os bombeiros, atuam ostensivamente nesse sentido. Porém, o principal papel de prevenção cabe sempre ao cidadão.