As primeiras chuvas vieram, não na constância desejada, mas o suficiente para um balanço do comportamento do nível do Rio Meia Ponte ao longo da seca deste ano. Diferentemente do ano passado, quando os municípios da bacia ficaram na iminência de um racionamento severo, a população agora esteve livre dessa aflição. Reportagem nesta edição mostra que as precipitações mais volumosas, sobretudo de janeiro a abril, quando as chuvas foram 20% superiores à média histórica para o período, contribuíram para a situação.

Contudo, como o comportamento da natureza é uma variável sobre a qual não cabe gestão, cumpre-se destacar o fator humano dessa condição favorável. O manejo dos recursos hídricos também colaborou de forma decisiva para que o vazão se mantivesse num nível melhor do que o ano passado. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte fez trabalho junto ao setor agropecuário, orientando o uso racional.

E fez isso amparado em técnicas agrícolas mais eficiente, com transferência de conhecimento.

Tudo isso prova o imenso espaço que há para contornar situações preguiçosamente interpretadas como inevitáveis.