Em abril, quando a pandemia ainda encaminhava sua escalada global, estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China já indicava as doenças pré-existentes, também chamadas de comorbidades, com fator de ampliação do risco de morte com a enfermidade do novo coronavírus. Naquela ocasião, até metade das pessoas que desenvolviam a fase mais crítica da Covid-19 sofriam de problemas crônicos pré-existentes.

Agora, com o número de mortos em quatro dígitos, Goiás também reúne condições de visualizar as condições em que ocorrem a mortalidade. Reportagem nessa edição mostra que houve 487 vítimas com doenças cardiovasculares e 362 com diabetes. Só depois, em terceiro, aparecem complicações no sistema respiratório, com 122 casos.

A definição de um perfil mais suscetível à letalidade do vírus é um instrumento importante para a adoção tanto de políticas de tratamento, quando de prevenção. Contudo, em hipótese alguma deve servir de salvo conduto para que pessoas sem histórico dessas doenças flexibilizem a atenção.

Não só porque a doença também oferece perigo a jovens saudáveis, mas porque assintomáticos continuam a transmitir o Sars Cov-2. Relaxar, portanto, seria uma irresponsabilidade consigo e com os outros.