Goiânia tem vivido um momento singular de ocupação dos espaços públicos. Trata-se de uma inflexão observada em outras tantas metrópoles mundo afora. Mesmo sendo uma capital jovem e planejada, a cidade foi concebida para servir mais o indivíduo do que o coletivo. Os desafios do transporte coletivo, por exemplo, sempre ficaram à esteira de projetos viários. Em sintonia com uma lógica então vigente, fez-se um lugar para carros e não para pessoas.

O cenário começou a mudar nos últimos anos, motivado sobretudo por uma demanda da população e incentivado por artistas e ativistas que entendem que são as pessoas que dão sentido e vida a uma cidade. Reportagem essa semana ressaltou que, mesmo com visíveis problemas de manutenção, o Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, fervilha de goianienses em busca de bem-estar nas manhãs de domingo. Virou um ponto de convergência de gente em busca de cuidados para o corpo e a mente. Embora catalizado pela abnegação de alguns, o projeto é uma conquista de todos.

Como em outros endereços de Goiânia, como por exemplo a Praça Cívica e o Parque Flamboyant, o Bosque dos Buritis reflete uma mudança de comportamento.

Um novo jeito de pensar, de viver e de conviver.