Antes do desapontamento pela letargia, reportagem nessa edição mostra uma oportunidade para a retomada do curso de mudanças essenciais para uma Goiânia mais humana no futuro. O Plano Diretor de 2007 prometia valorizar o transporte coletivo metropolitano com a criação de eixos viários. Bairros adensariam ao concentrar habitações e atividade econômica, reduzindo deslocamentos e melhorando o trânsito. Doze anos depois, foram intenções que ficaram no papel.

Contudo, as ideias concebidas para uma metrópole então com 1,22 milhão de habitantes em 661 bairros vão balizar as discussões do novo Plano Diretor, que deve atender uma cidade mais robusta: 1,49 milhão de habitantes e 755 bairros. Há um consenso entre os urbanistas de que o conceito do plano de 2007 não envelheceu. O que faltou foram obras e leis que o levassem a cabo.

Portanto, nesse novo ciclo que se inicia, roga-se que os agentes políticos pensem em longo prazo, agindo em favor de ações cuja importância não está no resultado imediato, mas na antevisão de soluções para problemas que já se anunciam. Só assim, com um olhar livre das urgências, as boas ideias de hoje serão realidade daqui a uma década.