Na cálida manhã de ontem, um cenário há muito anunciado se fez. A vazão do Rio Meia Ponte amanheceu com 1.481 litros/segundo (l/S) no ponto de captação da Saneago. Trata-se da primeira vez nesse período de seca que o índice fica aquém dos 1.500 l/s, abaixo do qual o Plano de Racionamento da companhia preconiza a adoção do rodízio de água em parte dos bairros da Grande Goiânia.

A rigor, em que pese os esforços semânticos para que se evite o uso da palavra, a Região Metropolitana fica passível de racionamento caso essa situação persista pelos próximos sete dias.

Como os cenários que se anunciam normalmente chegam, até mesmo
em razão dos mais de 100 dias de estiagem, é prudente que o consumidor assuma responsabilidades - ainda que, no contexto geral, a maior parte da água sirva à agricultura e à indústria, nessa ordem. Numa rápida passagem pelos bairros da cidade, não é raro avistarmos pessoas lavando calçadas e carros, regando plantas e toda sorte de ações que, dada à falta de urgência, caracterizam simples desperdício.

A situação só vai ser contornada se todos fizerem seu papel: o governo, fiscalizando e punindo quem insiste em fugir às regras de manejo; a população, gastando na medida do racional.