Quase não houve quem ficasse imune a sacrifícios desde quando o vírus se anunciou como um problema universal. Numa sociedade tão desigual, os impactos variam, impondo um peso maior às camadas mais vulneráveis. Contudo, a austeridade econômica se impôs como condição, de famílias a grandes corporações, passando pelo poder público, cujas energias foram canalizadas para a saúde. Raros segmentos promoveram aumento de despesas desnecessárias nos tempos pandêmicos

Nesse contexto, soa incompreensível a decisão da Prefeitura de Goiânia de reinstalar a previsão legal do quinquênio dos servidores municipais, ao custo de R$ 30 milhões anuais ao contribuinte. O projeto do Executivo está sob análise dos vereadores, que ainda têm a oportunidade barrar aquilo que seria um escárnio diante do cenário de desemprego.

Até porque se trata de benefício anacrônico, extinto pelo Estado em 2019 e pela União no já distante ano de 1999.

Ao rever parte da reforma administrativa aprovada já depois da eleição, a gestão conduzida ao poder pelas circunstâncias não se desvia apenas do projeto construído com o antigo parceiro político.

A medida se desgruda do que se espera das lideranças num momento delicado como esse.