A manutenção das rodovias representa um dos principais desafios para o desenvolvimento econômico do Brasil. Por ocasiões de decisões estratégicas tomadas ao longo das décadas, o escoamento de cargas depende essencialmente do transporte rodoviário. Aliás, o País tem a maior concentração rodoviária entre as principais economias mundiais. Cinquenta e oito por cento do transporte em solo brasileiro é feito por rodovias - contra 53% da Austrália, 50% da China, 43% da Rússia, 32% da Rússia e 8% do Canadá, segundo dados do Banco Mundial colhido no ano passado. São números que deixam claro o quanto deficiências de infraestrutura têm impacto direto e dramático na geração de riquezas.

É diante dessa realidade perceptível a todos que a retomada da manutenção das GOs, noticiada na edição de ontem, merece ser saudada, mas não sem uma ressalva. Rebatizada, a Agência Goiana de Infraestrutura e Obras (Goinfra) levou quase três meses para retomar um processo já paralisado desde outubro passado. Se é certo que o dinheiro público requer zelo, com detida avaliação dos gastos e contratos, também é demasiado lento que o processo dure o tempo que durou, oferecendo impacto à economia e à segurança dos goianos.