Às voltas com as limitações impostas pela pandemia, a sociedade abrandou os esforços por uma causa que, desde 2010, integra o calendário do quinto mês do ano. A mesma Organização Mundial de Saúde (OMS) que hoje capitaneia o combate do novo coronavírus incentivou globalmente o Movimento Maio Amarelo, que nasceu para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

Embora pareça despropositado discutir o tema justo quando todos reduziram dramaticamente a circulação, os números seguem dando a dimensão do problema. São, segundo site do movimento, 3 mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas.

Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Se nada for feito, a OMS estima que 2,4 milhões de pessoas devem morrer no trânsito até 2030.

As ações públicas, com eventos e carreatas, foram transferidas para setembro. Mas aqui e acolá, como ontem em Aparecida de Goiânia, quando máscaras foram distribuídas a motoristas, a chama do Maio Amarelo tem sido lucidamente mantida.