Relatório da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) aponta quatro trechos mais críticos para o escoamento da produção agrícola no Estado, diz reportagem nesta edição. Mas, a rigor, trata-se de problema generalizado.

A infraestrutura acarreta num frete até 30% mais caro, isso quando as transportadoras não recusam o serviço em propriedades localizadas nos arredores de estradas precárias.

Em 2013, projeção da Confederação Nacional de Transportes (CNT) já detalhava esse impacto. Em relação aos custos fixos – redução da velocidade média do veículo de 50 km/h em estrada boa para 20 km/h em estrada ruim, com menos viagens possíveis, o impacto é de cerca de 18% sobre o custo total. Em relação a pneus, óleos lubrificantes, combustível e manutenção, o impacto gerado no frete é de cerca de 8% do total.

Esse custo, além de incidir sobre a rentabilidade da produção, afeta o preço final dos alimentos para consumidores e diminui a competitividade internacional da agricultura da região. Enfim, este custo de transportes resulta em danos socioeconômicos distribuídos por toda a sociedade. É passada a hora, pois, de encontrar meios de corrigir essa reincidente deficiência.