Estudo do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), abordado em reportagem na edição de ontem, dá um contorno numérico ao inchaço de servidores nas máquinas públicas pelo interior do Estado. Até o segundo quadrimestre deste ano, 33 municípios goianos extrapolavam o limite permitido por lei quanto ao índice de despesa total com pessoal.

Das 219 prefeituras observadas até 23 de outubro, 15,06% haviam comprometido mais de 60% da receita corrente líquida com folha salarial no período de agosto de 2018 a agosto de 2019.

O aperto financeiro derivado da má gestão não é uma prerrogativa de Goiás.

Uma em cada três cidades brasileiras não possui arrecadação própria suficiente para bancar a estrutura de poder, como o Executivo e a Câmara de Vereadores, apontou em outubro o indicador de gestão fiscal dos municípios da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Elaborado com base em dados entregues ao Tesouro Nacional por 5.337 prefeituras em 2018, o estudo mostra ainda que quase 75% das cidades estão em situação fiscal difícil ou crítica.

É preciso, pois, estimular boas práticas e incentivar os municípios na busca de recursos próprios. E encarar sem afetações ideológicas o debate proposto pelo novo
Pacto Federativo ao Congresso Nacional.