Conforme avança a vacinação, ainda que em velocidade muito aquém do que poderia desenvolver não fossem as hesitações de Brasília no ano passado, um certo relaxamento se instala. Trata-se de uma reação natural, dados o cansaço e as perdas com meses a fio de restrições. Contudo, é fundamental a observação de todos os cenários, de forma a garantir uma flexibilização firme e progressiva, sem a necessidade de recuos.

Reportagem na edição de ontem revela um aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI estaduais e da capital destinados para o tratamento da Covid-19.

Desde sexta-feira, dia 16, houve um incremento de 75% das internações em Goiânia, um patamar que não se verificava desde junho. Anteontem, estava em 79,19%.

No âmbito estadual, o contexto não é diferente. Ao longo deste mês, até o fim da primeira quinzena, a taxa de ocupação oscilou entre 76% e 81%, saltando agora para 84,65%.

Os números merecem um olhar cuidadoso não só das autoridades sanitárias, mas da população como um todo. É momento de se estabelecer o império do bom senso, eliminando exposições gratuitas ao vírus, de modo a não perdermos conquistas até que toda a população enfim esteja vacinada.