Segundo a Organização Mundial de Saúde, o hospital é um organizador de caráter médico-social, que deve garantir assistência médica, tanto curativa como preventiva, para a população, além de ser um centro de medicina e pesquisa. Mais do que um aspecto político, sempre explorado por governos que vão e vem, é desse vácuo num programa de Estado que se trata o atraso da conclusão de seis unidades em construção no interior do Estado.

Reportagem na edição de ontem revelou que três hospitais ligados à rede de urgências em Uruaçu, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto seguem inconclusos, gerando transtornos e até mesmo risco às populações de milhares de residentes nessas regiões.

As críticas à situação, naturalmente legitimadas, se intensificam na medida em que essas obras consumiram recursos da venda da Celg, de um total de R$ 200 milhões previstos para a saúde pública.

A origem dos recursos termina por robustecer o debate político que se dá em torno dessa questão dos hospitais inacabados. Porém, roga-se aos gestores da saúde pública que atentem para a importância social dessa estrutura, de modo a dar encaminhamento técnico capaz de suprir os anseios da sociedade.