Há um otimismo no mercado de carnes brasileiro, ao qual Goiás se associa. Reportagem nessa edição revela uma estimativa de crescimento de 30% dos abates no Estado. São esperanças alicerçadas em estatísticas. O Brasil, como produtor rural, ocupa o primeiro lugar no mundo em bovinos e assim deve permanecer, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As exportações brasileiras registraram alta de 20,1% nos primeiros sete meses do ano, com aumento de receitas de 11,6%. Foram 982 mil toneladas no acumulado de janeiro a julho de 2019, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior. No mesmo período, as receitas somaram US$ 3,73 bilhões, alta de 11,6%.

Em Goiás, cuja produção fica em 3 milhões de cabeças por ano, as indústrias trabalham abaixo da capacidade máxima. São esperados investimentos no sentido de atender demandas de países como China, Singapura, Indonésia, Vietnã e Coreia do Sul, onde o consumo de carne bovina por habitante ainda é distante do Brasil, relevando potencial de crescimento. É saudável, pois, que o Estado se prepare para participar desse ciclo de crescimento com o mesmo vigor que já opera no mercado doméstico.