O aumento da miséria e da fome são visíveis nas ruas de Goiânia e nas demais cidades do País, depois da maior crise sanitária do século, que elevou o desemprego, empobreceu a população e matou pessoas responsáveis pela manutenção financeira de famílias. Diante dessa trágica constatação, O POPULAR foi às ruas apurar como os grupos mais vulneráveis estão sobrevivendo. O resultado do levantamento revela em números o que a realidade nos mostra todos os dias. A fila para receber comida distribuída nas ruas ou no banco de alimentos da Ceasa mais que dobrou. A situação se agrava com o quadro inflacionário , que atinge de forma difusa praticamente todos os itens da cesta básica. Com o preço do combustível e do gás de cozinha nas alturas, famílias enfrentam um momento ainda mais dramático, e percebem até mesmo redução das doações, em parte resultado da dificuldade de deslocamento para entrega de alimentos e roupas. Neste cenário, a ação dos governos em todas as esferas se torna imprescindível, para oferecer qualificação, emprego e renda à população, além da assistência social aos que enfrentam a miséria. Medidas públicas associadas à solidariedade, podem mudar essa triste realidade do País.