Reportagem nessa edição, atestada por foto na primeira página, mostra a iminência de uma tragédia infelizmente cíclica. Os incêndios na vegetação se aproximam perigosamente do Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco, maior recanto verde preservado na região metropolitana da capital. Brigadistas têm feito o monitoramento do avanço desses casos, mas, ontem, a fumaça se avolumou a tal ponto de oferecer riscos a quem passava pela BR-060.

Além da vegetação, o fogo castiga as mais de 300 espécies de animais que fazem dos 5 mil hectares preservados o seu hábitat.

Os bombeiros têm agido diuturnamente. Somente ontem, 30 focos exigiam atendimento.

A ameaça ora posta reforça a ideia defendida nesse mesmo espaço, dia 21 de agosto.

A postura reativa não basta, porque sobrecarrega as forças ambientais sem contudo oferecer a segurança exigida.

É preciso reforçar o caráter preventivo das ações, para que o parque, ao contrário do que antevê o titular da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema), Luziano de Carvalho, não esteja condenado
à morte.