Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que os acidentes de trânsito estão matando cada vez mais gente em todo o mundo. Os números relativos a 2018 indicam 1,35 milhão de óbitos por ano, o que faz do trânsito a maior causa de mortes entre crianças e jovens de até 29 anos. A OMS aponta que o relatório é um apelo para que os governos adotem medidas efetivas e afirma que os esforços em alguns países de renda média e alta mitigaram a situação. Os resultados positivos foram sempre atribuídos a legislações mais severas relacionadas a infrações. O Brasil é um dos países que adotou regras rigorosas e conseguiu reduzir as mortes, embora ainda apresente números inaceitáveis. Mas de nada vale uma legislação eficiente sem a fiscalização rigorosa. Nesse sentido, a intenção do governo federal de não renovar contratos vencidos com empresas de fiscalização eletrônica causa preocupação. Analistas e técnicos no assunto apontam que o monitoramento é indispensável contra a imprudência. Abrir mão desse recurso pode significar um retrocesso e recrudescimento da tragédia sobre rodas, amplificada pelo excesso de velocidade e ultrapassagem em locais indevidos. As estatísticas não deixam dúvidas.