O mercado cultural brasileiro terminou 2020 com a assombrosa perda de 458 mil postos de trabalho, formais e informais, em comparação com o último trimestre de 2019. No fim daquele ano, havia 7,1 milhões de pessoas trabalhando no segmento. No fim do primeiro ano pandêmico, o número havia caído para 6,7 milhões, uma retração de 6,4%.

As informações do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, que monitora a indústria criativa no País só não foi maior por obra da Brasil da Lei Aldir Blanc. No primeiro semestre, 870 mil empregos haviam desaparecido.

Com os repasses previstos pela lei, se viu uma recuperação de 412 mil empregos. “A prorrogação da sua execução é importantíssima para o segmento”, asseverou Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Daí a importância e o acerto da medida anunciada ontem pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), com 20 editais somando R$ 50 milhões para áreas diversas da cultura. Embora o setor tenha virado alvo de ataques na onda do atual momento político, sua contribuição vai muito além da questão humana. Os números estão aí para comprovar.