Na velocidade com que entrou na rotina da cidade, provocando debates e movimentações legislativas, os patinetes deixaram de operar em Goiânia - não se sabe se em definitivo, ou apenas por um recuo estratégico.

Portanto, ainda é cedo para dizer até que ponto esse tipo de transporte se consolidará nos grandes centros urbanos, mas, de fato, empresas adotaram postura mais comedida. Segundo o jornal Valor Econômico, a operadora americana Lime saiu do Brasil pouco mais de seis meses após entrar no mercado local. Agora, segundo reportagem na edição de ontem, a Grow, fruto da fusão entre as empresas de patinetes e bicicletas Grin e Yellow, acaba de anunciar o enxugamento de sua operação. Sairão de 14 cidades - dentre as quais a capital.

Trata-se de uma decisão surpreendente na medida em que, em 2019, a Grow se consolidou como a terceira maior empresa de micromobilidade do mundo, batendo a marca de 20 milhões de corridas. O que fica posto é que, no âmbito da inovação, os movimentos são mais ágeis e por vezes bruscos. O papel do poder público é ter um legislação mais ágil, para que possa resguardar seus cidadãos ao mesmo tempo em que se abre a essas iniciativas - nem sempre longevas, mas que oxigenam o espaço urbano.