Segundo adiantado nesta semana, em sessão na comissão mista do Congresso sobre os gastos na pandemia, o Ministério da Saúde finaliza uma estratégia de testagem e diagnóstico da Covid-19.

Os objetivos são ambiciosos: testar cerca de 24% da população; ou 50 milhões de pessoas. Desse montante, metade seria com testes rápidos, que indicam se a pessoa já teve contato com o vírus; e metade com testes moleculares, que indicam a presença do vírus no momento.

Foram, até aqui, distribuídos pelo ministério 11,3 milhões de testes, sendo 3,8 milhões moleculares. Trata-se de um número ínfimo, que termina por provocar a angústia na população. Certamente, na escassez, é preciso estabelecer critérios para a testagem, que podem variar conforme a realidade local. Tanto que, em cidades como Rio Verde, a subnotificação foi encolhida com o atendimento em massa de trabalhadores da agroindústria.

Contudo, há relatos de familiares de pessoas que testaram positivo, e, mesmo dividindo com elas o mesmo teto, não conseguem testar na rede pública. Nos laboratórios privados, por vezes há escassez de insumos ou barreira econômica. Que o prometido aumento da testagem contemple Goiás de forma a corrigir esse vácuo sobre o qual a doença avança.