A Polícia Militar identificou ontem um pequeno laboratório clandestino de álcool em gel no Jardim América, na capital. Uma mulher de 39 anos foi presa e a carga, de 30 litros, acabou apreendida.

Trata-se de um volume relativamente baixo, produzido em escala doméstica, sobretudo se levada em consideração a dimensão do problema que atinge a todos, indistintamente. Porém, do ponto de vista simbólico, é um ato que merece consideração.

Porque é nas situações extremas que a natureza das pessoas se manifesta de forma cristalina. É fácil ser ponderado e racional diante da normalidade. Não há pressões sobre a moralidade. Mas a brutalidade das circunstâncias termina por separar líderes dos covardes.

Quem se aproveitar de qualquer subterfúgio para vitaminar lucros, seja falsificando itens em escassez, seja praticando preços artificialmente inflados, acaba por lesar uma sociedade acuada.

É hora de cada um examinar as atitudes individuais, para que as privações ora vitais para a contenção da pandemia de Covid-19 não se perpetuem além do necessário. A volta da normalidade é um desejo coletivo que só será alcançado pela neutralização dos covardes.