Antes mesmo da eclosão da pandemia, os professores já aspiravam um ar rarefeito. Um ambiente político permeado de paranoia criou um clima de perseguição, com a corrosão da autoridade do mestre.

Casos de violência se multiplicaram e, a isso, se somou a exortação pública à fiscalização do ofício, a pretexto de neutralizar a “doutrinação” dos estudantes.

Nesse contexto de violência intelectual e não raro objetiva, sobreveio o novo coronavírus. As escolas fecharam, ainda não abriram, e uma nova dinâmica se impôs, tendo os professores como protagonistas. As formas habituais de lecionar precisaram ser revistas.

Foi preciso modificar o planejamento pedagógico e encontrar alternativas para envolver, motivar e propiciar o desenvolvimento dos estudantes, aindaque a distância.

Nesse 15 de outubro, talvez mais do que em outros anos, é preciso refletir sobre o papel desses profissionais, sem os quais qualquer País naufraga nos seus propósitos. Despressurizar o ambiente e garantir uma estrutura capaz de fazer face aos desafios de nosso tempo é o mínimo que a sociedade pode fazer, em forma de gratidão aos professores.