Em audiência concedida na sexta-feira à Frente Nacional dos Prefeitos, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, cambiou a estratégia de vacinação. Ao dar garantia de remessas regulares de vacina a partir do aumento da produção, os municípios não precisam mais reservar a segunda dose da Coronavac a quem já tomou a primeira. Se concretizada, a medida permite acelerar o processo de imunização com vacinas que já estão no âmbito das prefeituras.

Em que pese toda a sorte de inseguranças que essa informação desperta, dados os solavancos do processo do País, cria-se um ambiente de menos angústia para as famílias. Aliás, outra questão de extrema relevância que veio à tona na reunião é a alteração do cronograma para vacinar professores mais cedo. A expectativa é que isso ocorra até março, o que atende a demanda dos prefeitos para a retomada das aulas presenciais.

Se essa alteração de prioridades for de fato levada a cabo, será o primeiro esforço ordenado e contundente para tirar da paralisa um setor do qual depende o futuro do País. Cada dia com aulas impactadas pela pandemia acentua desigualdade s sociais ainda mais e aprofunda a precariedade do desempenho escolar no geral.