Setor primordial para a economia, a energia elétrica é um serviço que não pode ser negligenciado, sob pena de afetar o desenvolvimento, provocar prejuízos financeiros ou até mesmo perdas humanas. Goiás convive há alguns anos com os efeitos catastróficos de baixos investimentos na área, fruto da crise enfrentada pela empresa estatal, a Celg, o que acabou levando-a à privatização, processo que ainda não mostrou resultados positivos. Reportagem neste domingo revela que 61 cidades têm necessidade de intervenções para ampliar a oferta de energia.

Como consequência do gargalo, indústrias não conseguem aumentar sua produção e outras desistem de se instalar no Estado, provocando impacto direto na economia, no emprego e renda. O impasse que se arrasta levou o governo estadual a buscar soluções junto à União e propostas alternativas estão sob avaliação para elevar o investimento no setor. Estado de forte vocação para o agronegócio, com sólida indústria de transformação e pujante no segmento de serviços, Goiás tornou-se refém de uma energia limitada, instável e de qualidade questionável, em prejuízo ao setor produtivo e a toda população, já impaciente com as deficiências. Não há mais tempo para protelar soluções.