Francis, Rogeste, Nodieu, Reichmond, Herbers, Lúcia.
As vidas que se cruzam
na reportagem de Rogério Borges no Magazine
desse domingo têm um denominador comum.
O solo que em janeiro de 2010 se tornou fluído e fatal, no terremoto que devastou o Haiti, só voltou a se firmar para eles, no sentido metafórico, em Goiás.
É aqui que comunidades haitianas se firmam, alicerçadas num sentimento que, como

a dor, une a todos:

a esperança.

Durante os jogos da seleção de futebol do país caribenho no Mundial Sub-17, em Goiânia, notou-se uma via de mão dupla. Não é só Goiás quem muda a vida dos haitianos. Com uma alegria colorida e uma fé inabalável nos sonhos,
os imigrantes também mudam a paisagem goiana. Já é assim no Setor Expansul, em Aparecida de Goiânia, e no Jardim Guanabara,
na capital, onde se solidificam núcleos

de haitianos.

Num momento em que o mundo parece se curvar a uma desumana escalada da intolerância, com refugiados de Pátrias convulsas morrendo em travessias ou hostilizados nos países de destino, o que se vê em Goiás é motivo de orgulho a um povo reconhecido por sua capacidade de acolher.
É uma terra que nasceu e continua a crescer no movimento das pessoas.