Números da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, evidenciam que 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil e que, em 2018, elas já eram 34% dos empresários. Contudo, esse avanço nem sempre implica em alternativa estudada, mas num movimento catapultado por urgências provocadas pela hostilidade do mercado de trabalho - agravadas pela pandemia. Tanto que a proporção de negócios por necessidade é maior no grupo das mulheres: 44% contra 32% dos homens. E um dos principais gargalos hoje para as mulheres que querem empreender ou expandir seu negócio é acessar crédito.

Diante desse cenário, cumpre destacar o programa Bora Agora #empreender, iniciativa do União GO, formada por voluntários e organizações não governamentais, e da Grifa, plataforma de investimento social. Nessa iniciativa, 20 mulheres recebem capacitação e aporte financeiro para organizar iniciativas comerciais já deflagradas. É um empurrão. A Universidade Federal de Goiás monitora o impacto do programa nesses negócios.

O encurtamento das desigualdades históricos só se dará se houver estímulo consistente e estratégico, como esse.