Investimentos crescentes em equipamentos de segurança por parte do mercado imobiliário, conforme revelado em reportagem publicada no domingo, são sintomas de uma grave doença de que são vítimas as grandes cidades brasileiras, incluindo Goiânia.

A lista de recursos tecnológicos utilizados, aponta a matéria, é extensa: inclui câmeras, fechaduras eletromagnéticas, botão antipânico, vidro à prova de bala, identificação facial, entre outros equipamentos.

A preocupação em dotar condomínios verticais com complexos sistemas de segurança é, obviamente, um reflexo da violência extramuros. Em que pese a redução na maior parte dos indicadores criminais, comportamento que vem sendo percebido desde 2016, Goiás ainda enfrenta índices epidêmicos de violência, considerando os parâmetros da Organização Mundial de Saúde.

No ano passado foram 1994 homicídios no Estado, números que explicam os investimentos em condomínios. Em busca da sensação de segurança, cercada por muros e protegida por aparelhos sofisticados, a população se torna prisioneira do medo. É preciso atacar a doença e não os sintomas, o que exige uma política de segurança pública responsável, inteligente e eficaz.