A falta de vagas em educação infantil é um problema crônico no País, do qual Goiânia não se escapa.

Há um consenso já consolidado em alguns ministérios públicos estaduais que o sistema de preenchimento por ordem de chegada não consegue dar prioridade para famílias que têm mais necessidade e urgência. As iniciativas em resposta dão maior atenção às famílias carentes, através de análise socioeconômica.

É o que a prefeitura da capital fará a partir do próximo ano letivo. Conforme reportagem na edição de ontem, 40% das vagas dos Centros Municipais de Educação Infantil serão destinadas para filhos de mães que comprovem vínculo empregatício por meio de contracheque, carteira de trabalho ou que sejam microempreendedoras individuais. É um critério que já se soma às 20%
de vagas cativas de beneficiários do Bolsa Família.

A busca de critérios é importante para assegurar justiça. Mas o debate deve seguir.

Até porque tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2914/19, estabelecendo critérios para preenchimento de vagas em creches e pré-escolas. A proposta do goiano Célio Silveira (PSDB) também se baseia em critérios sociais e pode, se aprovada, padronizar a atenção escolar às crianças
nessa faixa etária.