Nos últimos anos, o Brasil aumentou os investimentos em educação infantil até os 5 anos de idade, e ficou à frente de países latino-americanos, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado ano passado. Segundo o relatório, o Brasil passou de um investimento equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, para o equivalente a 0,7% em 2015 em creches e pré-escolas.

O nível de investimento está abaixo da média dos 35 países da OCDE, que é 0,8% do PIB, mas está acima de vizinhos como Argentina, Colômbia, Costa Rica e México. São US$ 3,8 mil por criança por ano nas creches públicas, um dos mais baixos investimentos.
E a situação tende a se estagnar, visto que o corte de R$ 5,7 bilhões do Ministério da Educação atinge também a educação infantil, contingenciando novas escolas e outros aportes.

Diante desse quadro, reportagem nessa edição traz um alento. Com a retomada de nove obras de creches, ao custo R$ 17,5 milhões,
1,2 mil novas vagas serão oferecidas já a partir do próximo ano letivo.

Roga-se que essa seja diretriz permanente e não mais objeto de embates judiciais com o Ministério Público.