Os casos de gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens não deixam dúvidas sobre a importância da educação sexual, com informações responsáveis e acesso aos métodos preventivos. A síndrome da imunodeficiência adquirida, a aids, perdeu evidência desde que se tornou possível o diagnóstico precoce e surgiram medicamentos mais avançados, que fizeram com que a infecção pelo vírus HIV não represente uma sentença de morte. Mas a síndrome ainda existe em grande número, atingindo milhares de pessoas todos os anos. A média no Brasil é de 40 mil casos por ano, considerando o período de 1980 a 2018. Além da aids, há grande número de outras doenças sexualmente transmissíveis, que podem provocar consequências graves, como a sífilis. A doença, silenciosa e perigosa, registrou aumento alarmante no País nos últimos anos. Ao lado disso, há que se considerar também a gravidez entre adolescentes, situação que oferece risco à saúde das jovens mães e dos bebês, além das implicações psicológicas e sociais. Todos os fatos se somam como fartas provas de que a educação e a prevenção não podem ser deixadas de lado pelas famílias e pelo poder público.