Reportagem nesta edição revela que a Universidade Estadual de Goiás (UEG) dispensará até o fim do ano 1.490 servidores temporários, o que representa cerca de 47% dos funcionários. A demissão em massa se faz necessária para regularização do quadro de pessoal e em obediência a determinação judicial, que limita o número de temporários. Tais contratos precários tornaram-se um problema crônico da universidade e chegaram a representar mais de 70% da folha de pagamento. Embora a medida seja inevitável, ela levanta dúvidas sobre o funcionamento eficiente da UEG, já afetada pelos primeiros desligamentos. A proposta é de realização de concursos e reestruturação das unidades, com fechamentos de câmpus e cursos de menor procura. O redesenho pode ser uma providência adequada, se feito com os cuidados necessários para garantir maior eficiência. O que não se pode admitir são prejuízos à instituição, que ao longo de 20 anos cumpriu importante papel na educação do Estado, levando o ensino superior a municípios do interior e fixando a população jovem em suas cidades. Educação deve estar sempre em primeiro lugar nas políticas públicas e retrocessos não podem ser tolerados.