A pandemia encontrou um dos orgulhos do País em tendência de baixa.
O Programa Nacional de Imunização, o chamado PNI, é referência no mundo inteiro.

O Brasil foi pioneiro na incorporação de variadas vacinas no calendário do SUS, de forma universal. Contudo, a alta taxa de cobertura vinha caindo quando o novo coronavírus deu as caras.

Muitas razões explicam o fenômeno. Vão desde a desinformação compartilhada para contrapor a ciência com fins eleitorais até o fato de pais desconhecerem doenças como o sarampo e a polio, das quais foram protegidos por vacina, enfraquecendo o ciclo de imunização para a próxima geração.

Em que pese esse contexto, nunca um esforço de vacinação foi tão vital para todos que ora estão vivos. Daí a necessidade de se reconhecer o mérito dos profissionais que, a despeito das circunstâncias adversas, se empenham nesse esforço de devolução da esperança.

Reportagem nesta edição dá a dimensão humana ao destacar a rotina desse batalhão de profissionais envolvidos na aplicação das doses. O processo pode até ser repetitivo, mas, para cada cidadão que chega aos cuidados dele, aquilo significa a mais concreta possibilidade de sobrevivência. É hora, pois, da nossa gratidão.