O Brasil instalou seu Plano Nacional de Imunização em 1973, combateu a epidemia de meningite e erradicou a pólio e o sarampo. Surgiu um orgulho nacional. Mas infelizmente, por uma série de razões, dentre as quais se destaca o afrouxamento dos cuidados, a adesão às imunizações diminui cada vez mais. Até mesmo o sarampo voltou a se disseminar entre a população.

No caso da Covid-19, o comportamento errático do governo e o discurso xenofóbico envolvendo a Coronavac, parceria do Instituto Butantan com a chinesa Sinovac, ajudam a explicar por que sobraram vacinas na faixa etária acima de 85 anos, por onde começou a vacinação da população em geral em Goiás.

A desinformação disseminada com objetivos eleitorais frustra a cobertura vacinal, numa estratégia política que se mostra macabra, na medida em que a doença mata sobretudo idosos.

É de fundamental importância que as pessoas sejam informadas com rigor científico, não só enaltecendo o poder imunizante das vacinas, mas questionando eventuais limitações desses recursos.

Não há saída individual par a pandemia. O preconceito derivado da desinformação não vai nos ajudar a sair dessa crise sanitária.