Dados do IBGE divulgados nessa semana expõem a dimensão dos desafios a serem encarados pelo comércio varejista, uma das áreas mais sensíveis aos humores oscilantes da economia. As vendas cresceram 0,3% em março, na comparação com o mês anterior,após ficarem estáveis em fevereiro, confirmando um ritmo mais vacilante da economia brasileira neste começo de ano. Na comparação com março do ano passado, o volume de vendas caiu 4,5%, interrompendo uma sequência de sete meses de alta nesta base de comparação. Foi também a variação negativa mais acentuada desde dezembro de 2016 (-4,9%).

Em Goiás, conforme reportagem veiculada na edição de ontem, o Polo da Região da 44 trouxe um fôlego ao setor de tecidos, vestuário e calçados, que vendeu 34,7% mais que no mesmo período do ano passado e 38,4% mais que em fevereiro, segundo a mesma Pesquisa Mensal do Comércio. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento e o melhor desempenho do setor no País.

A articulação comercial ao redor da Rua 44 neutralizou parte do enfraquecimento da força da recuperação do varejo junto a segmentos mais dependentes da renda das famílias, como supermercados, alimentos, combustíveis e o próprio vestuário. Merece, pois, destaque.