São abundantes os alertas sobre a dimensão da crise hídrica que se agrava a cada semana e seus desastrosos efeitos. O impacto inclui o risco de desabastecimento de água nas residências, nas indústrias e plantações, além do efeito drástico nos reservatórios utilizados para geração de energia elétrica. O setor produtivo teme apagão e o governo federal já admite possibilidade de racionamento. Nova bandeira tarifária foi anunciada na terça-feira, elevando a conta de luz para 6,78%. Todas as consequências da seca prolongada, associada ao desmatamento e ao descuido com o meio ambiente, têm influência direta na vida da população. O impacto se estende pela economia, bem-estar, gastos domésticos e até saúde. A lição se repete ano após ano, mas não é absorvida de forma eficiente. Os eventos climáticos extremos, como estiagem severa ou tempestades concentradas, têm grande parcela de contribuição humana. Combater esse desafio que se torna cada vez maior depende de consciência individual, ações coletivas no campo privado e público, com fiscalização e prevenção, estabelecidas nas leis que disciplinam as ocupações urbanas e rurais. Goiás enfrenta neste momento o impacto de ações irresponsáveis. É preciso agir já.