Estamos a algumas dezenas de horas da abertura da votação que vai definir os futuros prefeitos e vereadores das cidades brasileiras.

Trata-se de um momento delicado das campanhas, quando partidos e candidatos se jogam com volúpia tentando tanto conquistar o eleitor indeciso quando reverter a tendência de voto daqueles abertos a esse movimento. É também uma oportunidade para medir a firmeza moral desses aspirantes a cargos públicos. Porque, no afã de buscar esse derradeiro ganho político, não raro o limite da lei eleitoral acaba extrapolado.

Daí a importância de se observar no detalhe os comportamentos.

A lupa do eleitor mais atento deve se dirigir tanto a ações mais ostensivas, como as panfletagens que emporcalham as cidades, sobretudo nas imediações das seções eleitorais, quanyo na disseminação de informações falsas. Quem assim procede, abdica do debate de ideias e projetos, que deveria compor o alicerce de qualquer democracia saudável, para amealhar votos a partir da desorientação do eleitorado.

É um golpe ardiloso, que diz muito sobre aquele que busca interferir, em graus variáveis de poder, nos rumos dos municípios. É hora, pois, de julgar quem busca vencer a qualquer custo uma eleição.