Está na página 11 dessa edição: usuários do transporte coletivo viram o tempo de espera triplicar em alguns pontos de ônibus ou nos terminais da região metropolitana. Isso significa até 3 horas parados nas rotas de menor frequência como a de Bonfinópolis, cujos moradores saíram ontem em protesto contra a situação que beira o surreal na GO-010. Antes da pandemia, a passagem entre um coletivo e outro ficava entre 35 a 49 minutos.

Antes de Bonfinópolis, usuários de Bela Vista, Aragoiânia e Nerópolis já haviam se manifestado pelo mesmo motivo. A degradação do serviço nessas franjas dos sistema reflete a crise provocado pelo alto custo operacional diante da baixa demanda. Trechos mais concorridos acabam por financiar esses deficitários, mas o problema do custeio é um desafio como um todo.

No Exterior, há experiência de motoristas de aplicativos levando moradores de regiões distantes a terminais e pontos de ônibus com integração, o que reduz o custo de manutenção nas linhas de áreas conurbadas distantes. Iniciativas como essa deixam explícita a necessidade de se encarar o desafio do custeio do transporte coletivo de modo a não perder ainda mais passageiros, como tem ocorrido ano a ano no Brasil.