Basta uma rápida volta pelas grandes cidades para constatar que a intensidade da urbanização extrapolou as expectativas de planejadores e técnicos de antigamente. Em 1950, havia, em todo o planeta, 86 cidades com mais de
1 milhão de habitantes. Em meados da década passada, eram 400. Hoje são 550, diz relatório do IPCC: da sigla em inglês para o coletivo científico Intergovernamental Panel on Climate Change.

O campo, por sua vez, chegou praticamente à população máxima e já experimenta um declínio. Seguindo esta tendência, as cidades deverão responder por quase

todo o crescimento populacional do mundo, cujo pico ocorrerá por volta de 2050, quando a Terra terá 10 bilhões

de habitantes.

Trata-se, pois, de um desafio que se impõe aos gestores que, no Brasil,

se apresentam como candidatos nessa eleição. Reportagem nesta edição mostra que Goiânia, apesar das boas intenções de seus pioneiros, foi se curvando a necessidades pontuais, crescendo desordenadamente a ponto de alterar o microclima. É o que aponta dissertação de mestrado em História pela UFG, que embasa a reportagem.

Mas sempre há tempo de, conciliando desafios, reinstalar a capital sonhada nos anos 1930 e 1950: verde, arejada e mais humana.