Duas frases emitidas ontem dão a dimensão do risco de, como cidadão, se aceitar um papel passivo diante da crise hídrica que se anuncia. Disse a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado, Andréa Vulcanis: “É muito importante que a cidade reduza o consumo, porque a possibilidade de racionamento não está descartada.” Completou o promotor de Justiça Delson Leone Júnior, em entrevista concedida nos estúdios do POPULAR:

“É preciso que goiano sinta-se responsável pelos seus hábitos, para evitar o dissabor da crise hídrica.”

A dramaticidade crescente na fala das autoridades públicas reflete a rápida desaceleração da vazão no Alto Meia Ponte, com volume abaixo de 3,3 mil litros por segundo.

O Estado fez seu papel, limitando a captação para a agricultura nos períodos noturnos e na metade do volume outorgado às indústrias. O cumprimento da medida é objeto de fiscalização permanente.

Contudo, em que pese o fato de o setor produtivo ser disparadamente o maior consumidor de água, é fundamental que o consumidor residencial também observe a austeridade que se impõe. E que seja um consumo racional não apenas com vistas à seca, mas em atenção a um recurso tão precioso quanto finito.