Revelação de que o Estado de Goiás não monitora o número de assassinatos solucionados, em reportagem publicada nesta semana, apresenta uma falha na política de segurança e Justiça.

Sem as informações para nortear as ações, há o risco de elevar a sensação de impunidade e acrescentar um ingrediente a mais na dor das famílias. A Secretaria de Segurança admite que não tem o levantamento e promete realizá-lo no caso de homicídios com inquéritos concluídos no período de 2011 a 2018.

A providência deve ser encarada com a devida atenção pelos setores responsáveis, pois só conhecendo os dados da realidade será possível agir com inteligência e maior eficácia na prevenção de crimes. Relatório do Instituto Sou da Paz buscou reunir informações de todas as unidades da federação, mas apenas 12 Estados encaminharam dados. Goiás está no grupo que enviou informações incompletas ou inconsistentes.

O vácuo é um obstáculo grave ao bom desempenho da investigação, na medida em que deixa às cegas um trabalho que exige articulação e conhecimento das manchas de criminalidade e de sua resolutividade. Para os familiares, a falta de respostas é uma dor infinita e para a sociedade, um risco de estímulo à violência.